quinta-feira, 11 de maio de 2017

Mãe, mulher insubstituível


Honrada, magnífica e possuidora de uma força incomum aos nossos frágeis olhos. Às vezes é uma fortaleza de solidão entre casos cruéis que são obrigadas a suportar como: frustrações de abortos, abuso conjugal e traições que, na maioria dos casos, provoca a desilusão. No filme “A duquesa”  temos um exemplo da fortaleza da Mulher Georgiana, que casou-se com o duque com o único objetivo de lhe dar um herdeiro. Depois de vários abortos e duas tentativas frustradas, teve duas meninas, mas que não foram amadas pelo duque, seu cachorro de estimação era mais amado. Ela percebe que seu casamento não é um conto de fadas, especialmente quando ele começa a passar as noites no quarto de sua melhor amiga, Bess Foster, a quem ela deu abrigo por ter sido abusada pelo marido. É uma crônica de infelicidade conjugal que facilmente traça paralelos com uma vida infeliz. Sofrimento e infelicidade matrimonial parecem embutidos no DNA da realeza britânica e estão presentes no drama de época.  Contudo, a Mãe Georgina, consegue força ao erguer e administrar o lar e ainda se envolve com política. Talvez para provocar o marido ou compensar sua solidão, mas não se rende e fala por si mesma. Faz campanha para o partido Whig, ajudando a eleger um primeiro ministro e apóia a revolução americana e francesa. O filme insiste em mostrar o quanto ela foi importante para as mães e mulheres da sua época, mesmo ao custo de muito sofrimento.

Raros são os exemplos em que na partida de uma mãe, seja por separação ou desencarne o lar não perca a sua estrutura. Como no grandioso seriado "Bonanza", em que as mães se foram, mas os homens mantiveram a unidade familiar.

É curioso perceber que no mundo da fantasia da Walt Disney a mãe não está presente. Seus personagens de quadrinhos geralmente têm apenas tios. Curiosidades da cultura de massa? 

Ao contrário da Walt Disney, os filmes da área da psicologia são densos, principalmente quando relacionam as temáticas da Psicose, aonde e quase sempre mães são citadas em diversos contextos de vida e/ou superação, provocando em nós alguns incômodos. Como é o exemplo do filme "As Faces de Helen


Quando estão envolvidas em filmes de comédia nos oferta fartura de risos. Sua simplicidade e sabedoria são especifica e especial. Age instintivamente e sua orientação, na maioria das vezes, parte da bússola do coração. Como podemos conferir no filme "Perfeita é a mãe " .

Uma mãe para defender o filho vira uma leoa e vara noites acalentando dores do corpo físico sem reclamar. Não à toa a sociedade a respeita com veneração. Embora seja lamentavelmente lembrada quando falha um filho. A sociedade machista sempre atribuiu o sucesso filial ao pai, isso é inegável, embora triste. E assim o profano e o sagrado convivem culturalmente sob o olhar social.

O respeito pela mãe é a clareza de um valor universal do que uma criança pode torna-se no futuro. Mal sabe a sociedade o quanto deve, em carinho, amor, atenção e zelo à mãe negra do período colonial do nosso país e às nossas ancestrais contadoras de histórias em suas rondas nos engenhos, que acalentavam com suavidade insubstituível, diversos ouvidos enquanto varava a madrugada.

Por falar em amor temos um exemplo comovente na Literatura infantil- a mãe do Patinho Feio. O amor de mãe é tão sublime que só atende a um imperativo: amar intransigentemente. Ela é o maior marco divisório na hombridade e na honra de qualquer filho. Ninguém aceita que o nome da mãe seja tocado. Prova disso é que em várias circunstâncias da vida a forma de ofender alguém, extravasar a raiva ou satisfazer necessidades coletivas é lamentavelmente falar mal da mãe alheia.

Aprendemos que mãe nunca é profana, é sempre pura ou santa, e embora a sua idealização seja universal, não podemos fechar os olhos aquelas que espancam seus filhos, ou abandonam em lixões, rodoviárias, etc; embora não devemos julgar a dor que não conhecemos ou suas razões. Determinados atos é difícil compreender, mas não nos cabe validar. Até porque a sociedade também é implacável com quem assassina a própria mãe. Existem mães que são abandonadas em asilo, assim como há mães com o coração despedaçado por presenciar filhos que provocam a própria morte, e isso independe da dimensão do autoflagelo. Será que existe dor maior do que uma mãe vê o fruto do seu ventre morrer numa brusca insensatez?

Para o capitalismo, o dia das mães, é mais uma data comercial em que a cabeça publicitária “moderniza” o amor materno colocando mulheres pedindo celulares, carros, sapatos, etc; enquanto a Mãe continua sendo uma Mulher Insubstituível que fica feliz com um beijo, abraço, um olhar safado e/ou pidão e uma palavra amorosa, mesmo que a força da grana o queira mercantilizar. Amor de mãe é anestésico que conforta a alma. A consciência dos filhos é como cavalo alado (dotados de asas e seres imaginários), mas vão evoluindo ao longo do seu próprio ritmo e estilo, muitas das vezes em lentidão, porém, passam por um espiral que abre as cortinas de um picadeiro chamado vida.

A humanidade, por mais moderna que tente se tornar precisa tanto dela que, a mãe de Jesus é representada através de várias gerações como um bálsamo de luz que cura a alma dos filhos aflitos em qualquer dimensão. E por falar em bálsamo de luz  o filme "As Mães de Chico Xavier" representa bem essa dimensão.

Todos os dias são nossos!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

E agora José? Foi Aprovado o “Novo Ensino Médio”

Indagação de Freire se estivesse vivo, penso que seria:
 Como? Profissional com "Notório Saber?"
 O Plano Nacional de Educação (PNE), Lei nº 13.005/2014, como sabemos, é um instrumento de planejamento do nosso Estado democrático de direito que orienta a execução e o aprimoramento de políticas públicas do setor. Conforme documento legalmente definido: 


"Ao ser sancionada, sem vetos, a Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, fez entrar em vigor o Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024 – o segundo PNE aprovado por lei.Na redação dada pelo constituinte, o art. 214 da Carta Magna previu a implantação legal do Plano Nacional de Educação. Ao alterar tal artigo, contudo, a Emenda Constitucional (EC) nº 59/2009 melhor qualificou o papel do PNE, ao estabelecer sua duração como decenal – no texto anterior, o plano era plurianual – e aperfeiçoar seu objetivo: articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de implementação para assegurar a manutenção e desenvolvimento do ensino, em seus diversos níveis, etapas e modalidades, por meio de ações integradas das diferentes esferas federativas. Essas são as ações que deverão conduzir aos propósitos expressos nos incisos do art. 214 da Constituição, quais sejam:
  • Erradicação do analfabetismo;
  • Universalização do atendimento escolar;
  • Melhoria da qualidade do ensino;  
  • Formação para o trabalho;
  • Promoção humanística, científica e tecnológica do país; e
  • Estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto”.  

Referência:(Plano Nacional de Educação (PNE) e dá outras providências. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2014. 86 p. [Série legislação; n. 125]).

Indagações profissional

Minha primeira indagação: Onde estão as ações integradas aprovadas no PNE/2014-2024 no “Novo Ensino Médio”?

O desgoverno utilizou o poder ilegítimo e conseguiu manobrar, desvalorizar e vincular reformas arcaicas, antidemocráticas, impostas e de interesses próprios. Temos como realidade pouco e vergonhoso recurso para educação e muito para os banqueiros.

Em que nos afeta como profissionais? O que temos a ver com isso?

Somos afetados em duas dimensões onde estamos totalmente envolvidos como profissionais no currículo e nas decisões do desgoverno que afetam direta e indiretamente. 

Analisemos como funciona o currículo institucional = uma manobra obrigatória engessada...

Há tempos penso e configuro em minha prática pedagógica que o conhecimento e a educação não residem apenas no meio institucional escola, mas também entre outros âmbitos da prática pedagógica, entre eles: ONGS, Clínicas, Hospitais, Comunidades, Projetos diversos, etc. A esses exemplos têm a prática pedagógica a qual entendo como currículo oculto.  

Aquele necessário à subárea de conhecimentos das relações de aprendizagem dos aprendizes que precisam ser compreendidos, não apenas no puro cognitivo como propõe o currículo engessado que as instituições perpetuam, mas também considerar a dimensão de aprendizagem social e cultural em suas competências e habilidades dentre os saberes discentes, que devem estar vinculados ao processo de aprendizagem como um todo. 

O mais agravante no currículo são os modelos que replicam, metodologicamente, o século passado. Está claro e já foi aprovado que o “Novo Ensino Médio” perpetuará o modelo imposto em duas dimensões. A primeira está alicerçada ao modelo real que teremos e a segunda dimensão é como o governo ilegítimo propaga, junto à mídia corrompida, o lindo e prazeroso “Novo Ensino Médio”.

Que modelo real de “Novo Ensino Médio” teremos?

Tendência capitalista-liberal concorrencial e elitista-conservadora que imprime um projeto de modernização. No estado ficará a desregulamentação e privatização; desqualificação dos serviços e das políticas públicas e fortalecimento da iniciativa privada com ênfase na competitividade de serviços e produtos. 

Quem serão os “produtos robotizados”?

Resposta lógica = "Jovens preparados" por profissionais de "Notório Saber"

Como o governo ilegítimo propaga o modelo de currículo do “Novo Ensino Médio”?

Projeto de modernização em que o papel do estado será de bem-estar social- interventor, regulador, organizador e planejador da economia, provedor do pleno emprego e do crescimento da educação e saúde. Na democracia? O ideal da democracia direta discutido por Rousseau: governo do povo, pelo povo e por intermédio de um povo; democracia político-social.  Tudo isso é no discurso. Tudo Golpe!

Pensemos: se os currículos precisam ser redimensionados, agregando temáticas relativas a questões de classe social, etnia, gênero, gerações e outras, alicerçados nos princípios da cidadania e da democracia. Onde ficou essa dimensão na proposta atual da aprovação do “Novo Ensino Médio”? 

PS: Por favor se descobrirem onde está escrito na proposta eu agradeço o compartilhamento/indicação antecipadamente.

A dúvida quanto ao currículo no “novo ensino médio” permanece: como dimensionar e agregar todas essas questões se a democratização do acesso e a não-ampliação dos recursos para o ensino obrigatório das disciplinas foram aniquilados? Como pensar uma construção ou reconstrução de escola pública pensando a questão curricular alicerçado ao PPP, se na verdade tornou-se insignificantes quanto a qualidade de ensino e, agora precário para a população mais necessitada?

Recentemente fiz um “check up pedagógico” em meus arquivos de trabalhos desenvolvidos com discentes do ensino médio, nas disciplinas pedagógicas filosofia, artes e sociologia; e não posso negar o meu sentimento de indignação com essa aprovação. Porque sabemos que o currículo propagado pelo desgoverno é mais um golpe irônico a nos atingir grosseiramente. É muito claro para quem está na área, assim como é mascarado aqueles que nada conhecem ou relaciona.  

Jovens Aprendizes do "Notório Saber"
Teremos um modelo de formação para os jovens, cuja meta será cumprida por profissionais com “notário saber”, entregas de titulações de proletariados e zumbis. 

Sim, os jovens estarão sendo preparados para a forca.

Quando teremos a oportunidade de contribuir lapidando, esculpindo, jovens cidadãos que se tornarão futuros adultos num esquema torturante de escravidão neurológica? A pior prisão é a hemisférica. Aquela que não podemos pensar por nós e como citou Edgar Morin[1] em seu livro "Os Sete Saberes Necessários a Educação do Futuro" em torno do sentido intrínseco do terceiro saber: "Ensinar a Condição Humana", citando Werne Heisenberg:

[...] Precisamos ensinar nas escolas a ideia da incerteza. Nossos alunos precisam perceber essa fragmentação para avançar suas concepções. O conhecimento científico nunca deve ser um produtor absoluto de certezas, ele deve ser crivado pela ideia da incerteza. A incerteza seria o que comandaria a voz do saber, o avanço da cultura (sem certezas), seria incorporar essa ideia nos ensinos de Geografia, História, Filosofia, Línguas, Química, Física, Matemática. Perceber que tudo que foi criado pelo homem é crivado pela ideia da incerteza [...](MORIN,2004 apud WERNE ,1927). 

Portanto cabe refletir, analisar e transformar....

Considerações sobre o livro "Os Sete Saberes Necessários a Educação do Futuro" no link: http://josivaniafreitas.blogspot.com.br/2013/07/os-sete-saberes-necessarios-educacao-do.html

Quanto às decisões de desgovernos que nos afetam direta e indiretamente?

No país em que a sigla “STF” é transformada em forma de chacota para “Sugestivo Tribunal Federal”; ou seja, se der deu, se colar colou e se rolar rolou. O Brasil conseguiu ser o único país em que o tribunal não decide, apenas sugestiona. Na fase mais irônica do que podemos supor vou parafrasear o ator Fábio Porchat sobre as decisões atuais do STF:

[...] "Gente desculpa, se não for pedir muito e se der, a gente acha que não, mas se não der, tudo bem, e se for, a gente não quis atrapalhar" [...].

Ironia a nossa classe? Não, realidade. Eu, pobre mortal e professora, lecionando há 20 anos, acreditei que um indivíduo tendo praticado qualquer ato ilícito existia todo um trâmite legal para o STF julgar e/ou condenar de 
acordo com os autos. Pobre inocência! Nossa realidade já nos provou que é o contrário. Acho que agora compreendi.

No Brasil bandido bom é aquele que vive engravatado no poder e merece todo o respeito do STF. Nossa situação é tão séria que os bandidos engravatados estão agradecendo a compreensão e determinando a estadia nos poderes.  Até quando? 

Uma situação dessas já nos diz muito do passo horrendo e desastroso que estamos imersos graças aos nossos governantes corruptos.Quem se atreverá ir contra as corjas de corruptos engravatados a não sermos nós Educadores?  

Como o educador poderá difundir cenários de aprendizagem se as comunicações estão a favor de um sistema corrompido em todas as esferas? Tenho muitas dúvidas e inquietações...

Contextualizando a dimensão do currículo e das decisões....

Estamos vinculados num cenário antidemocrático onde nem os modelos aprovados sejam dos PNEs da vida ou outros, não terão respaldo. Só perpetuarão as conivências, pois temos um governo que além de golpista consegue estar dessincronizado com o digital. Uma marca do século 21, só para constar no processo. 

O que esperar de um trem bala que não acerta uma linha reta? Quem consegue em tempos de inovações tecnológicas escrever uma carta a punho? Lembra da preparação para o impeachment? Pois é, foi tão inovador, não? Qualquer relação atual não é mera coincidência... 

Continuemos...

Fico a pensar e indagar se a “Pedagogia Libertadora”, a inimiga da “Pedagogia Bancária”, tão bem conduzida por Paulo Freire, em toda à sua luta por uma educação de qualidade, onde nos convida a sermos transformadores autônomos, agora ficará na inércia ou no conformismo daqueles que acreditam na máscara imposta e propagada do “NOVO Ensino Médio”?

Como pensar numa perspectiva de avanços com esse “novo ensino médio” se a perspectiva crítica, a organização política, ideológica e cultural em que indivíduos e grupos de diferentes interesses, preferências, crenças, valores e percepções da realidade que mobilizam poderes e elaboram processos de negociação, pactos e enfrentamentos estão sendo recolocadas, conforme aprendemos historicamente, no modelo da tradição greco-romana. Não consigo relacionar a outro fim educacional. 

Vivemos um período doentio de desvalorização da formação profissional. Em que a pauta principal é o famoso "notório saber" (marca registrada da aprovação). Como não se inquietar com o percurso de aprendizagem dos jovens da geração atual e da nova geração?

O “notório saber”, divulgado como primordial na nova proposta me reporta a ideia antepassada da "nova" classe, a burguesia, que contratava “professores leigos” nomeados pelo Estado, cujo objetivo era ensinar coisas práticas da vida, isto é, para os interesses da nova classe que emergia. 

O que podemos supor é que a Escola atende historicamente os interesses de quem a controla. Ou será que estamos enlouquecendo com tantas teorias acadêmicas?

Considerações finais

Nesse terreno corrompido parece-me que nos resta ocupar os movimentos diversos, reestruturar e afrontar os desafios impostos antidemocraticamente, estruturar novos desafios[relacionar o que priorizamos no processo], buscar e potencializar contribuições para visibilidade nas diversas possibilidades digitais midiáticas e transmidiáticas [nosso fortalecimento continua sendo as possibilidades do digital]; fortificando e estruturando as dimensões que pretendemos alicerçar na prática, visando encontrar, definir metas e formas estratégicas de nos libertar.

Como afirmava Frederich Engels: “A liberdade é necessidade reconhecida”.



Referências

[1] Edgar Morin, pseudônimo de Edgar Nahoum, é um antropólogo, sociólogo e filósofo francês judeu de origem sefardita. Pesquisador emérito do CNRS. Formado em Direito, História e Geografia, realizou estudos em Filosofia, Sociologia e Epistemologia.

Webgrafia 
https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=imagens+da+escravidao
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A importância do blog na vida acadêmica e profissional

O Blog  é uma ferramenta de comunicação que permite explorar diversas possibilidades de aprendizagem em meio a virtualização, assim como permite oportunizar  interligações   profissionais .

O amor que depositamos em nossas áreas não tem definição.
Já pensou na possibilidade de um profissional ser contratado por uma empresa através de um blog? 
Não. Pois saiba que é possível, sim. 

Dentre a importância de um blog relaciono alguns pontos que fundamentam e podem alicerçar um campo profissional de um autor blogueiro:


  • Atualizar o Blog com conteúdos de qualidade e relacioná-los com objetos educacionais de aprendizagem; pois independente de área pode garantir um destaque e contratos profissionais inesperados;
  • O Blog é uma poderosa ferramenta que alicerça estratégias de Marketing Digital, que pode funcionar como um canal de atração curricular do autor;
  • O blog também é um canal de segmentações de temáticas específicas e coletivas;
  • O Blog, enquanto ferramenta, poderá atender a escrita de temas de interesses  diversos e afins;
  • O Blog é um acervo digital em que a manutenção diária possibilita a aproximação  profissional no mercado de trabalho.                               
O melhor de nós estar em cativar 

A importância do Blog na vida acadêmica e profissional está alicerçada na construção e divulgação de uma das melhores estratégias de Marketing Digital; porque vai além de uma opção de diário de bordo digital. 

Essa ferramenta alicerça interação, socialização e compartilhamentos diversos que potencializam metodologias que valorizam o protagonismo e autorias que ampliam possibilidades curriculares em âmbitos acadêmicos e profissionais.


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Como usar crase no “a” que precede horas?

Na maioria das vezes, há crase no "a" que precede horas.
(Imagem Google)
Observe os exemplos:
   
   Os Atacadões abrem às 7h.
   O campeonato terá início à 1h da madrugada.
    À 0h do dia 1.º de junho, começará a festa junina no Nordeste.

Em cinco casos, porém, não há crase nesse "a" que acompanha horas.
A saber: quando antes do “a” há as preposições- "até", "após", "desde", "entre" e "para”.

Observe:
Os ingressos para o Show do Pe. Fábio de Melo serão vendidos até as 15h.
Os portões serão fechados após as 6h30.
 O consumo de álcool está liberado desde a 0h do sábado.
Há uma lei que proíbe aula de natação na piscina do prédio entre as 8h e as 16h.
A sessão com o psicopedagogo estava marcada para as 10h.



Quer uma regra fácil e prática para aprender mais?
Na dúvida do uso da crase substitua a hora por "meio-dia": se der "ao meio-dia", há crase; se não der, esqueça a crase.
Compreenda praticando como no exemplo:

“A transmissão começa às 6h30”, com crase, por quê? “A transmissão começa ao meio-dia”.

(Texto produzido como ideia de planejamento para o Ensino Fundamental)
 Formação realizada no curso de Pedagogia da Faculdade Joaquim Nabuco-Paulista-PE.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Avatares no Ensino Fundamental


Considerando a geração atual precisamos sempre adaptar atividades que envolvam as TICs -Tecnologias da Informação e Comunicação, assim como as TDs- (Tecnologias Digitais) em sala de aula presencial. Penso que, se o nativo/residente digital traz uma bagagem de informação o professor não deve desperdiçar as possibilidades de aprendizagem. É incumbência do educador redimensionar uma proposta pedagógica que, motive o aprendiz ajudando-o a desenvolver as suas potencialidades e estilos próprios de aprender. Dentre as possibilidades e processos estratégicos para a aprendizagem, reflito a dimensão dos estilos de aprendizagem que os discentes incorporam e vivenciam no espaço virtual. 
Nas turmas as quais desenvolvi aulas-atividade há quase 2 anos, na Prefeitura do Recife-PE, percebi toda uma dimensão de estilos de aprendizagem no virtual e presencial que instigou o processo de ensino e aprendizagem e, portanto, necessitou de diversas observações e análises estratégicas que suscitaram em intervenções pedagógicas no processo de aprendizagem individual e coletiva do aluno. 
Pois, pensar uma sala de aula homogênea em plena era digital onde a relação de transposição de redes em meios a tantos softwares e aplicativos, é reafirmar uma impotência cognitiva e relutante da classe profissional de docentes, quanto a aplicabilidade das estratégias didáticas que devem ser contempladas em suas diversidades, sem esgotar a relação síncrona e assíncrona entre o professor e o aluno numa dimensão que os contextos sejam contemplados.  
Nessa dimensão, pensando a teoria e prática, realizei com 4 turmas durante o anos letivo/2015 alguns trabalhos, entre eles: os que refletiam a cultura, o conhecimento, a busca profissional, a vivência diária escolar e a dimensão social, os contextos das relações familiares em conjunto com a abordagem reflexiva sobre questões étnico-raciais, consubstanciadas pela lei 10.639/03, transcrita no currículo escolar como ferramenta pedagógica a contribuir para o ensino politizado à medida que, o entendemos como artefato das questões de poder e identidade. 
Nesse processo de ensino e aprendizagem foi possível, entre as análises, perceber o quanto modifica a forma como os alunos são identificados e como se veem na dimensão escolar, e como eles gostariam de serem vistos no meio social. 
O resultado do projeto didático vivenciado confirmou o problema inicial de que: os alunos do Ensino Fundamental do 4º, 5º anos e de correção de fluxos, residentes digitais, tem reconhecimento igualmente nivelado, quanto às questões étnico-raciais, no processo de autorreconhecimento sócio-interacionista  na modalidade de ensino presencial assim como, transpõe a confirmação na rede social "Facebook". 
Assim como, confirmaram as questões das análises realizadas, entre elas: 
1. Os alunos do ensino fundamental do 4º, 5º anos e de Correção de Fluxo, residentes digitais, não possuem autorreconhecimento ético-racial em sala de aula presencial? 
2. Como acontece o processo de autorreconhecimento ético-racial na rede social "Facebook"?  
3. Como os alunos identificam-se ético-racialmente em sala de aula?
4.  Existe aceitação igualmente nivelado, quanto às questões  ético-raciais em sala de aula e na rede social  "Facebook"?
Quanto às características físicas relatadas em entrevistas e textos dissertativos pelos 66 alunos analisados no presencial e  identidades virtuais analisadas, através dos perfis e inferências de diversas postagens entre grupos dos níveis de ensino analisados, foi possível confirmar os  seguintes dados:
Na sala de aula presencial, 46  alunos negros, afirmaram que gostariam de ter olhos azuis ou verdes, cor da pele clara, branca ou parda. As informações foram transcritas no desenvolvimento dos textos e nas apresentações de grupos como: “sou moreno clarinho ou morena clarinha". Quando não, tinha no discurso: "meu pai é preto, mas minha mãe é branca e, eu puxei a ela." "Eu nasci mais branquinho, mas com o sol da praia do Pina eu fui escurecendo e, agora, eu sou moreno puxando mais pra cor do meu pai que, é moreno escuro". Nesse processo de autorreconhecimento sócio-interacionista foram declarantes, apenas, 2 dos alunos como: "Sou negro/negra, professora. Melhor dizendo, minha família toda é negra". Portanto, dos 66 analisados foram os únicos alunos que apresentaram autoconhecimento ético-racial em sala de aula e na rede social "Facebook".
Na rede social "Facebook", dos 66 alunos avaliados, 64 apresentam perfis e diálogos completamente diferentes da realidade ético-racial, confirmando o que transmitiram nas apresentações dos grupos em salas de aula e nos textos desenvolvidos nas atividades solicitadas.
Em hipótese alguma os demais alunos identificaram-se, mesmo afrodescendentes, como negros. A terminologia "Negra/ Negro" era modificada verbalmente e descritivamente nas produções textuais e nas interações no "Facebook" como: “sou moreno claro ou mais ou menos escuro, sou morena clara ou mais ou menos escura”. Contudo, o não autorreconhecimento em sala de aula foi bem maior. Pela analise realizada nas coletas de perfis de redes, dos 66 alunos, 20 tinham dificuldades de acesso na rede, pois, dependiam de lan house. Logo, as discussões eram trazidas para sala de aula, objetivando que a interação fosse realizada.
Dos 66 alunos analisados foi possível constatar que: no presencial 46 se autoafirmaram "brancos" ou "moreno clarinho ou morena clarinha".  No “Facebook”, 20 deles autoafirmaram reconhecimento ético-racial. Embora desses 20 alunos avaliados, 15 demonstraram e reafirmaram preferir ser vistos diferentes em suas características da realidade ético-racial, não aceitando a condição de autorreconhecimento raciais naturalmente declarados: "não aceito ser negro". Os 5 restantes afirmaram reconhecimento. Dos 5 alunos, 3 afirmaram: "sou negro (a), mas prefiro não falar da cor da minha pele, porque é muito diferente da turma, professora". E, apenas, 2 declararam ser negro/negra , inclusive, relacionando ao meio social a qual pertencia.
As análises foram realizadas a partir dos trabalhos produzidos pelas turmas nas aulas-atividades, desenvolvidas durante o ano letivo/2015. 
A proposta foi desenvolver textos descritivos a partir da criação de uma obra de arte, com o software Mywebface, em que os alunos teriam que realizar a criação de um avatar que representasse as características físicas do (a) aluno (a).
A representação deveria ser a identidade dos mesmos, na vida presencial e virtual.  Nesse sentido, a construção deveria transpor a rede social "Facebook" para análise.
O tema da aula vivenciada como prática de ensino foi: COMO ME VEJO?  Assim sendo, os alunos desenvolveram textos descritivos de como se viam.
Em seguida foi solicitada uma identidade presencial e outra virtual.
Para fechamento das análises foram desenvolvidas atividades em forma de desenho nas produções de textos em sala de aula, assim como, desenvolvemos algumas técnicas de pintura com lápis de cor, giz de cera e tinta guache. Assim, foram possíveis as possibilidades da identificação ético-racial a qual propus.  
Para o virtual a produção artística individual foi desenvolvida, através do Software Mywebface que solicitava diversas inferências do (a) aluno (a). 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Reportagem: " As dores e delícias do Ensino Superior".

Entre os meses setembro/outubro-2015 fui convidada para uma entrevista pela repórter Marília Alves Banholzer do NE10. O tema polêmico foi um Especial sobre Educação Superior. Houveram alguns destaques enquanto cultura indígena, e a sempre polêmica das bolsas acadêmicas devido as oportunidades concedidas aos Programas do Governo atual( Lula(iniciou) e Dilma continuou). 

E  embora muitas distorções e formas de compreender dos que participam ou veem os processos culturais indígenas e indigenistas(bem diferentes) tem sempre alguém, fora do contexto cultural, que consegue não relacionar a questão indígena. A curiosidade é a de sempre: " como são os rituais sagrados? Esse ano você vai para o Ouricuri? Você é índia? "Morou quanto tempo na tribo?" "Você continua índia?"[....] Por mais que eu mencione que não tenho vínculo com terras, não pratico rituais e que no meu dia a dia não existe nada que me leve a refletir uma cultura indígena( minhas origens), tem sempre uma gracinha, do tipo: "você se fantasiaria?" Pintaria o corpo e pousaria?" Dançaria a dança da chuva para isso ou aquilo?" "Sabe se pintar?" "Baixa a Jurema?" "Olha nos meus olhos! O que você ver?" "Qual é o seu guia?"

Deixo sempre claro que ser indigenista é defender a importância da luta de minhas origens. Sou descendente indígena e tenho orgulho dos meus antepassados, mas não posso usar de barganha ou conveniência uma história passada que teve alteração por diversas situações familiares, sociais e contextos diversos. Costumo falar que não sou a índia que pintam e, é bom não desejar ver uma fulni-ô/Xukuru misturadas porque saem faíscas. 

Nunca negarei que a cultura me encanta, que sou fascinada pela forma de conhecer a  natureza dos espíritos através dos pajés. Está em mim a essência e a condição de crer na existência dos espíritos do bem que nos encaminham e protegem na vida. E essa condição de crer , também, é escolha. Nunca conheci alguém mais espiritualizado do que um Pajé. A sabedoria é milenar e vai passando de geração a geração. Essa escolha tem muito do que aprendi na infância com a minha vozinha: cacique revolucionária dona Mazé, que conseguiu mostrar em meio a tanta dor e desgraça familiar vivida, a força de uma guerreira. 

Bom, a entrevista saiu no mês de novembro e a título de informação segue a matéria enviada pela repórter Marília: " As dores e as delícias do Ensino Superior"; a quem fui muito grata por todo o carinho concedido e respeito.








Não sei o porquê, mas eu sempre me encontro entre as dores e as delícias da vida....Vai saber!!!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Crônica: "O amor de Tumitinha era pouco e se acabou"

Lendo  as Crônicas de Mario Prata(1997), visando planejar as aulas atividades da semana, me deparei com este trecho de uma crônica, que é impossível não lembrar de mim. O autor não me conhece, mas escreveu muito de minha história. Com exceção da reação do sujeito no último parágrafo,em que é relatado o quanto sofreu, ao contrário dela eu rir que chorei  de minha inocente compreensão e, até  contava as amigas mais próximas.  Tanto é que eu jurava que tinha sido uma quebra de sigilo de Irani Elias, com apoio total de Adelson; que sempre riram dos meus micos.

A crônica é contada da seguinte forma: 

" Você também deve ter alguma palavra que aprendeu na infância, achava que tinha um certo significado e aquilo ficou impregnado na sua cabeça para sempre. Só anos depois veio a descobrir que a palavra não era bem aquela e nem significava aquilo. Um exemplo clássico é a frase [...] HOJE É DOMINGO, PÉ DE CACHIMBO. Na verdade não é PÉ DE CACHIMBO, mas sim PEDE(do verbo pedir) CACHIMBO. Ou seja, PEDE paz, tranquilidade, moleza [...]. E a gente sempre a imaginar um pé de cachimbo no quintal, todo florido, com cachimbos pendurados, soltando fumaça. E, assim, existem várias palavras. Por exemplo:[...]
 TUMITINHA- todo mundo conhece a música "Ciranda, Cirandinha". Uma amiga minha me confessou que, durante anos e anos, entendia um verso completamente diferente. Quando a letra fala "O AMOR QUE TU ME TINHAS ERA POUCO E SE ACABOU", ela achava que era "O AMOR DE TUMITINHA ERA POUCO E SE ACABOU".Tumitinha era um menino, coitado. Ficava com dó do Tumitinha toda vez que cantava a música, porque o amor dele tinha se acabado. E mais, achava que o Tumitinha era japonesinho. Devia se chamar, na verdade, Tumita. Quando ela descobriu que Tumitinha não existia, sofreu muito. "

Não tem como não lembrar, Ayanna teve meu mesmo registro da infância; chegou a desenhar o TUMITINHA com o AMOR que perdeu [kkkkkkkkkkkkkk]


domingo, 20 de julho de 2014

Considerações sobre os Estilos de Aprendizagem no Virtual



Durante dois (2) anos no Mestrado Acadêmico, sob orientação da Professora Dra. Ana Beatriz realizamos um profundo estudo sobre os ESTILOS DE APRENDIZAGEM NO VIRTUAL: AS PREFERÊNCIAS DO DISCENTE DO ENSINO SUPERIOR A DISTÂNCIA e, como a teoria perpassa todo um histórico para o processo do sujeito aprendiz, destacarei alguns pontos importantes que nos inquietaram para intensificarmos a realização da pesquisa.
O referencial teórico sobre os estilos de aprendizagem, inicialmente, foi embasado no trabalho desenvolvido pelos pesquisadores espanhóis Catalina Alonso e Domingos Gallego em parceria com Honey que diferenciaram os estilos de aprendizagem conforme contextos e áreas específicas, assim sendo reconhecidos como protagonistas dos estilos de aprendizagem no meio educacional; considerando que a reestruturação do questionário para identificar os estilos de aprendizagem existentes foi direcionada para o campo das questões sociais relacionadas à educação.
De acordo com os autores o uso do questionário (CHAEA- Cuestionario Honey Alonso de Estilos de Aprendizaje/Espanhol) CHAEA- Questionário Honey-Alonso de Estilos de Aprendizagem/Português) direciona a compreensão na forma de aprender dos indivíduos; pois os resultados adquiridos a partir das pesquisas universitárias realizadas na Espanha em 1994 por Alonso e Gallego, indicam que os resultados apresentaram um ponto em comum: a indicação de que cada indivíduo tem um ritmo próprio e uma forma diferente de aprender.
O que nos levou a compreender que os indivíduos possuem ou apresentam particularidades diferenciadas, portanto, não podem ou não devem aprender de forma homogênea, assim como, também percebemos que a teoria perpassa diversas áreas atingindo processos de aprendizagem formal, não formal e informal.
Para a realização da pesquisa consideramos que a partir da identificação dos estilos de aprendizagem é possível a percepção de que os aprendizes adquirem formas diferenciadas de aprender, compreender, organizar e internalizar processos contínuos diversos na aquisição da aprendizagem e que esse processo repercute nas ações dos sujeitos tanto no presencial como no virtual.
Assim como compreendemos que pode ocorrer uma transferência na forma de aprender do sujeito em sua ação contínua no uso de possibilidades presenciais assim como para o espaço de uso virtual, seja em uma plataforma específica como se deu nossas análises ou em um espaço virtual no qual acontecem diversas interferências e colaborações. É possível também que em alguns casos, essa característica ou forma de aprender, seja ou não intensificada e/ou mantida para mais ou para menos no uso do espaço virtual como constatado em nossas análises.

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